Rakuten e Gencomm chegam ao fim no Brasil e deixam centenas de varejistas com prejuízos de milhões

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A Rakuten é uma empresa japonesa de comércio eletrônico e varejo online com sede em Tóquio, fundada em 1997 pelo empresário japonês Hiroshi Mikitani, mas a Rakuten é muito mais do que uma loja que vende produtos no estilo Amazon, com os quais propositalmente mantém forte concorrência. As atividades desta empresa japonesa vão muito além do comércio eletrônico, embora essa seja a mais importante. Saiba mais sobre o fim da Rakuten.

Uma das principais atividades da Rakuten é investir em empresas de tecnologia. Como exemplo, o serviço de televisão online wuaki.tv, com sede em Barcelona, que recebeu um forte investimento da Rakuten. Algo que permitiu aos japoneses competirem internacionalmente com serviços como o Netflix, na verdade o Waki.tv ainda pretende produzir seu próprio conteúdo, como o serviço americano.

A importância da Rakuten no campo do comércio eletrônico não pode ser entendida sem pensar nas peculiaridades da Internet no Japão. No país asiático, o Yahoo, por exemplo, ainda é um site importante, apesar do declínio no resto do mundo.

A Rakuten no Japão é muito mais do que uma loja online. É um centro de serviços que abrange desde a venda de roupas até serviços de agência matrimonial ou banco eletrônico. Além disso, como a Amazon, eles apostam em venda de ebook. De facto, o site da Kobo que vende livros digitais, pertence à Rakuten.

Recentemente, eles também foram introduzidos no mercado de jogos para celulares. Eles investiram mais de 33 milhões de dólares na empresa americana Blackstorm Labs. Talvez o patrocínio de Barcelona tenha a ver com essa atividade, porque o clube de futebol poderia servir de imagem para os videogames esportivos lançados pelos japoneses.

 

As atividades da Rakuten variam de vendas de roupas a serviços de agências de casamento

O Viber, um serviço de mensagens e telefone online que também pertence à Rakuten, incluiu videogames entre suas funções. Então, possivelmente parte do investimento no setor de Rakuten acaba sendo refletido neste serviço, muito popular em algumas áreas do mundo.

O caso de Rakuten é interessante em termos de história tecnológica. Com o início do milênio, o Japão começou a perder gradualmente o papel hegemônico que tinha nas décadas anteriores no setor de tecnologia. Algo que influenciou o baixo destaque internacional das empresas japonesas na Internet, um setor liderado pelos Estados Unidos. Portanto, Rakuten pode ser considerado uma ave rara.

No Brasil, sua presença está restrita a Rakuten Marketing, divisão de negócios de publicidade digital. Antes de terminar seus negócios de comércio eletrônico no Brasil, o grupo investiu em algumas mudanças de rota na estratégia para o setor.

A operação deu seus primeiros passos no mercado local com uma oferta no modelo de marketplaces. Entretanto, com os resultados pouco animadores nesse formato, ainda pouco em voga na época no Brasil, o grupo decidiu focar seu portfólio nos produtos e serviços de tecnologia para as lojas virtuais de terceiros.

fim da gencomm, dona da rakuten brasil traz prejuízo a diversos lojistas

 

O momento em que a Rakuten explodiu o negócio de vários varejistas no Brasil

 

Em outubro do ano passado, a empresa que é conhecida como a Amazon japonesa, vendeu sua operação de e-commerce à GenComm no Brasil. Três meses depois, a nova empresa dona da Rakuten fez um pedido de recuperação judicial deixando centenas de varejistas com problemas financeiros.

A Rakuten vendeu sua divisão de plataformas de comércio eletrônico no Brasil e o negócio foi feito com a Tog Brazil Holding, empresa com sede em Delaware, na América, que passou a ser única sócia da brasileira NexGenexis, que ficou com o nome de GenComm.

  Pedido de recuperação judicial

Três meses depois, em fevereiro, o acordo feito em outubro de 2019 está deixando muitos varejistas sem saber o que fazer. No dia 3 deste mês, a holding NexGenesis, responsável pela GenComm, entrou com um pedido de recuperação judicial na 1ª Vara de Recuperações Judiciais e Falências, em São Paulo.

No processo o grupo menciona uma dívida de R$ 46,3 milhões e lista quase 1,5 mil credores, os números incluem fornecedores e, maioritariamente, clientes da plataforma.

O pedido de recuperação judicial foi recebido com surpresa e preocupação ao mesmo tempo pelos lojistas hospedados na plataforma.

Desde então boa parte dos lojistas estão sofrendo problemas com pagamentos retidos pela GenComm. Entre outras ofertas, o portfólio da empresa inclui o RakutenPay, operação que gerencia e repassa os valores referentes às vendas realizadas por meio da plataforma. A falta de interlocução com a empresa é outro problema. Os lojistas não estão tendo nenhum suporte, a não ser a orientação para procurar a Justiça.

 

O negócio no Brasil nunca deu lucro

O pedido protocolado pela GenComm e as outras empresas da holding traz mais detalhes sobre a operação da Rakuten, a aquisição e os desdobramentos do acordo. Segundo o documento, o negócio no País nunca foi lucrativo.

Nos 12 meses anteriores à compra, o prejuízo contabilizado ficou em cerca de R$ 40 milhões. Além das perdas, o montante inclui um investimento de R$ 12 milhões em pesquisa e desenvolvimento.

Mesmo sob esse contexto, o grupo afirma que decidiu assumir o controle do negócio, no qual já tinha uma pequena participação, pois entendia que seria capaz de reestruturar a operação. Especialmente por conta das boas perspetivas do e-commerce no País.

A empresa afirma, porém, que, ao assumir a operação, percebeu que as dificuldades eram muito maiores. Entre os fatos novos que vieram à tona, estava um contrato com a XiaomiBRZ, uma revendedora não autorizada de produtos da fabricante chinesa de smartphones Xiaomi, que comercializava os produtos da marca a preços inferiores da média do mercado.

A empresa em questão chegou a responder por 50% das vendas concretizadas na plataforma da Rakuten, com um faturamento médio mensal de R$ 10 milhões entre fevereiro e setembro de 2019. A GenComm argumenta, porém, que a revendedora deixou de entregar 60% dos pedidos realizados nesse intervalo, o que gerou uma série de contestações de consumidores.

Segundo a companhia, houve diversas tentativas de resolução do caso com a XiaomiBRZ. A GenComm, sem sucesso afirma ter sido obrigada a assumir o passivo gerado, com um saldo de R$ 5,5 milhões.

Diversos lojistas prejudicados

Outro fato que fez a empresa ruir foi o corte de uma linha de crédito que a Rakuten mantinha com o banco Itaú Unibanco, no valor de R$ 65 milhões. Além do bloqueio, a GenComm afirma que a instituição passou a recolher qualquer valor recebido pelo grupo como forma de amortizar a dívida contraída, incluindo os pagamentos das vendas realizadas pelos lojistas.

Centenas de lojistas sofreram com o fim da empresa, com os transtornos que estão sendo causados em relação a suporte e venda, principalmente para quem utiliza o serviço de e-commerce.

Há relatos de empreendedores que precisaram pausar as vendas ou estão offline. Sem nenhuma explicação, a empresa cessou os pagamentos e anunciou uma recuperação judicial e o pânico entre os lojistas foi geral.

Existem muitas variáveis envolvidas na operação, como informações de clientes, métricas, SEO, processos operacionais, entre outros fatores que terão de ser considerados numa migração para outra plataforma, o que vai trazer muitos prejuízos. Com a questão da migração, existe o cumprimento de um processo que não é simples.

 

Muitos lojistas tiveram uma queda brusca no faturamento e o não atendimento dos clientes, sendo obrigados a realizar o cancelamento de todos os pedidos e deixando de faturar os valores dos pedidos e de enviar os produtos porque não têm a certeza de receber sobre essas vendas e assim perderam a credibilidade junto de seus clientes.

 

O que fazer depois do fim da Rakuten e Gencomm?

Para resolver seus problemas com e-commerce, os clientes precisam migrar o mais rápido possível para uma outra plataforma.

O uptime do servidor é o tempo no qual a loja  fica no ar. Isto é, quando todas as funções do server estão funcionando normalmente e viabilizam que as aplicações funcionem também.

Não esqueça, o lojista deve estar atento ao up-time da plataforma, principalmente em datas importantes do ano comercial, como Natal, Carnaval e Black Friday.

O mais indicado e eficaz nesse momento é migrar para uma plataforma sólida e uma empresa que ofereça um bom suporte e segurança. A Wishtech trabalha com Magento, que é no momento a melhor opção com uptime de 99,8%. Comprada pela ADOBE, sua credibilidade é inquestionável no mercado.

 

 

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