A ICM é uma especialidade interdisciplinar que funciona dentro de uma rede complexa de serviços hospitalares. Equipes intra e interdisciplinares (ou seja, diferentes médicos assistentes, enfermeiros de cabeceira, terapeutas respiratórios, farmacêuticos clínicos, nutricionistas, psicólogos clínicos, etc.) podem ter perspectivas divergentes, e o trabalho em equipe e a cooperação eficazes são obrigatórios para resultados positivos para os pacientes.
A dinâmica da equipe interdisciplinar não é estável e precisa de atenção cuidadosa. Numerosos estudos demonstraram que a colaboração e a comunicação deficientes podem levar a resultados adversos para os pacientes e a custos de saúde mais elevados. Abordar os déficits na comunicação tem benefícios clínicos e financeiros diretos.
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As diferenças na percepção da colaboração e nas questões que afetam o ambiente da equipe entre enfermeiros e médicos da UTI podem contribuir para barreiras à colaboração.
As causas típicas incluem diferentes esquemas de rotação entre médicos e enfermeiros ou outras disciplinas, diferentes percepções de autonomia e satisfação em tempos de crise e diferentes pontos de interação com os pacientes e suas famílias.
A coordenação da equipe e a comunicação eficaz entre seus membros exigem uma articulação clara do status, das necessidades e dos objetivos de forma eficiente e oportuna para garantir que a equipe se comporte, se adapte e se sincronize adequadamente. Objetivos compartilhados, comprometimento da equipe, senso de identidade compartilhado e confiança são facilitadores essenciais para a construção da confiança na equipe. Estabelecer um clima de segurança participativa capacita os membros da equipe — especialmente os clínicos e enfermeiros mais jovens — a contribuir mais ativamente durante a tomada de decisões multidisciplinares e permite que expressem suas preocupações ou solicitem apoio.